A cia francesa Kumulus apresentou agora há pouco, no Vale do Anhangabaú, a primeira sessão de Les Squames e, como em todos os lugares que o espetáculo tem passado, a dúvida do público é uma surpresa à parte.
Ouvindo os comentários dos que passam diante da jaula, em que os humanóides, remanescentes de uma tribo perdida da Europa Central estão metidos, há muitos que perguntam entre si: “Mas são macacos de verdade?”.
Questionando os atores vestidos de guardas que cuidam da jaula, o público é informado sobre os hábitos e características desta que seria uma espécie rara e estaria circulando pelo mundo para sensibilizar os povos sobre sua “quase extinção”.
Com um trabalho de corpo e grunhidos dentro da jaula para lá de convincentes, há perguntas, por meio da tradutora que acompanha os “guardas”, até sobre o modo como “aqueles” animais nascem, se “em ovos?”. Com um discurso à altura, a resposta é: “Não, não. São mamíferos e tem uma gestação que dura quatro meses e meio”.
Entre olhares curiosos, incrédulos, é comum se ouvir frases como: “Mas não são atores?”, incerteza que vai pouco a pouco espalhando-se ao redor da jaula. O espetáculo tem sessões no Vale do Anhagabaú ainda nesta quarta e quinta, 15 e 16/10, às 13h.
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Os atores vestidos de guardas parecem fundamentais para dar “verdade” à encenação
. O elenco no cenário armado no Vale do Ananhagabaú.
Trabalho de corpo, grunhidos e ambientação convincentes. . O público fica em dúvida: “Mas não são atores?”
Se você vai passar próximo ao Sesc Santana hoje, prepare-se para um encontro inusitado com a música. Às 17h30, a Orquestra de Semáforo e o maestro Ruriá Duprat apresentam-se na região com a combinação da sonoridade dos instrumentos e buzinas dos carros. No bom vídeo abaixo, registrado no blog Kikipedia, dá para se ter uma idéia de como foi a intervenção na Avenida Paulista, dia 9/10. ;- )
A música de Steve Reich encanta iniciados e marinheiros de primeira viagem. Marimbas, pianos e teclados são explorados até as últimas conseqüências, e os sons que saem desses instrumentos inebriam e desconcertam.
O grupo Percorso Ensemble, dirigido pelo maestro Ricardo Bologna, fez uma apresentação impecável ontem, no Sesc Consolação. As peças tocadas, Six Marimbas (1986) e Sextet (1984), ambas de Reich, deixaram a platéia do Teatro Anchieta em pé.
A intervenção Play-me, I’m Yours está motivando comentários bem interessantes no site do projeto. O Alexandre Piacsek, por exemplo, brinca que, depois do projeto, “vamos ter que comprar um [piano], e talvez alugar um espaço, para a montagem da confraria”.
Também por lá, a Michele Barros deixa o e-mail dela para que as pessoas a autorizem a usar as fotos do site em uma reportagem que ela está preparando para o jornal da faculdade. O Marcelo Stoenescu lembra que assistiu, no Largo Santa Cecília, a um morador de rua sentar-se ao piano e dedilhar todo o hino do Corinthians. Essas são apenas algumas das histórias que estão por lá.
Sexta fria. Noite. Show de jazz. Free jazz. No palco do SESC Vila Mariana a apresentação é do Art Ensemble of Chicago. O início é confuso, algo somente para iniciados, talvez? Aos poucos os ouvidos vão sendo treinados e os diversos sons e melodias surgem do caos inicial. Assim como a técnica perfeita e as improvisações precisas. O grupo formado nos anos 60 chega a tirar o folego ao tocar quase duas horas sem intervalo… é um delírio continuo. Em tempos contemporâneos onde o imediatismo e a busca do prazer instântaneo é a tônica, o Art Ensemble mostrou que ainda podemos nos deixar seduzir lentamente por algo que nos apresenta incomum. A noite de sexta proporcionou uma verdadeira pausa poética aos que aplaudiram de pé os quatro músicos de Chicago.
Entender o jogo e fazer parte dele. Comunidad é uma daquelas coisas que você leva para o travesseiro e dorme pensando. A interpretação da trupe de nossos hermanos é impecável e percebemos ao final que a ausência de diálogos não faz falta. Os risos da platéia seguem os seis homens desde os primeiros movimentos até o último homem. Risos de alegria que se transformam em risos nervosos, única defesa do público ao perceber até onde pode ir a crueldade humana.
Lá vêm os patos. O Danilo Oliveira, da produção do projeto Canard de Bain, enviou a foto acima, da chegada do Pato de Borracha ao lago do Sesc Interlagos.
Como falamos no post ENVIE FOTOS DO PATO, envie imagens do pato no e-mail blog@sescsp.org.br que a gente publica aqui no Blog. O Sesc Interlagos reabre nesta quarta, 15/10. A unidade funciona de quarta a domingo, das 8h30 às 17h30.
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