Desde 1996, Frank Ejara desenvolve estudo sobre as origens e fundamentos dos estilos de danças urbanas (street dances). Com experiência nesse cenário, Frank decidiu formar, em 1999, sua própria companhia de dança: os Discípulos do Ritmo.
Continue lendo...Provocador como todo evento de experimentação artística se pretende, a 6ª Bienal Sesc de Dança estendeu por Santos uma teia de conexões, levando performances, espetáculos, intervenções e instalações para os mais diversos e inusitados espaços, como edifícios históricos, praças, esquinas e até banheiros.
A interpretação dessa bailarina santista foi exercício questionador da existência: a mobilidade, o disfarce, a “mimesis” pela gestualidade da Vida em toda sua ambigüidade fazem evocar Heidegger: “A disposição para a angústia é o sim ‘a insistência para realizar o supremo apelo, o único que atinge a essência do homem”.
Espetáculo que fala por si em sua grandeza ontológica, mas ainda teve outro efeito grandioso: a “conversa” com a atmosfera da “Casa de Frontaria Azulejada”: “Verdades Inventadas”: toda habilidade da dança a serviço do pensamento sobre espacialidade, perspectiva do corpo diante de nossa claustrofóbica realidade e interconexão da corporalidade com ambiência desdobrando-se em desterritorialização rizomática infinita na nanorealidade do cotidiano. Thembi Rosa me fez pensar num “tríptico” entre as camadas do solo, o vídeo projetado numa das escoras do centenário casarão do Centro Velho de Santos e ainda uma abertura em sua abóboda estilizada onde divisava o infinito.
Esta Bienal está chegando ao fim, e algumas conclusões vêm à tona. A principal delas é de que a dança está muito mais próxima do público. Para usar o tema do evento, conectada. Desde o último dia 1º, o que se viu foi uma série de espetáculos, intervenções e performances onde as pessoas da plateia escolhem a música, dão temas e opiniões, dirigem movimentos dos bailarinos, o local da performance e o seu tempo.